terça-feira, 17 de junho de 2014

Amigos



Amigos, cento e dez, ou talvez mais
Eu já contei. Vaidades que sentia:
Supus que sobre a terra não havia
Mais ditoso mortal entre os mortais.

Amigos, cento e dez, tão serviçais
Tão zelosos das leis da cortesia,
Que já farto de os ver me escapulia
Às suas curvaturas vertebrais.

Um dia adoeci profundamente.
Ceguei. Dos cento e dez houve um somente
Que não desfez os laços quase rotos.

 - Que vamos nós (diziam) lá fazer?
Se está cego não nos pode ver!...
 - Que cento e nove impávidos marotos.

Camilo Castelo Branco

Um versículo de cada vez



Em todo o tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão.
Provérbios 17:17



Amigos, cento e dez, ou talvez mais
Eu já contei. Vaidades que sentia:
Supus que sobre a terra não havia
Mais ditoso mortal entre os mortais.

Amigos, cento e dez, tão serviçais
Tão zelosos das leis da cortesia,
Que já farto de os ver me escapulia
Às suas curvaturas vertebrais.

Um dia adoeci profundamente.
Ceguei. Dos cento e dez houve um somente
Que não desfez os laços quase rotos.

 - Que vamos nós (diziam) lá fazer?
Se está cego não nos pode ver!...
 - Que cento e nove impávidos marotos.

Camilo Castelo Branco

sábado, 7 de junho de 2014


Filho meu, guarda as minhas palavras, e esconde dentro de ti os meus mandamentos.

Provérbios 7:1

Que eu nunca me esqueça dos teus mandamentos, Senhor!

segunda-feira, 2 de junho de 2014